Meus parabéns aos showrunners de Apartment 23 por desconsiderarem a continuidade da série e dela extirparem suas características mais redentoras, em uma trama tediosa, previsível e sem Van Der Beek awesomeness.
No último episódio, tinha ficado claro que June estava trabalhando em uma "firma de negócios" e que Mark estava solteiro. Em The Scarlet Neighbor, vemos a co-protagonista no café, de avental, e TRABALHANDO lá, como se nada tivesse acontecido. Além disso, Mark conta a ela que acabou de terminar com sua namorada. Oi? O quê?
Eu adoro nonsense, não me entendam mal; gostaria apenas de não me sentir enganado pelas séries a que assisto. Retcons, "isso tudo foi apenas um sonho", e um completo descaso com continuidade e coerência me enfurecem. Mesmo que esse seja um episódio cronologicamente anterior ao que foi mostrado no último domingo, por que não nos avisar disso? Because fuck us, that is why.
O pior de tudo, porém, é a ausência do Van Der Beek intencionalmente ridículo que passamos a esperar ver. Ele chega ao cúmulo de dar um sermão a June ao final do episódio, encarnando sem ironia o bom e velho e cansativo Dawson Leery. Existe uma razão para zombar-nos do personagem que o consagrou, James: ninguém com mais de 14 anos de idade, e após 1999, poderia levá-lo a sério.
Na estorinha do episódio, ficamos sabendo que Chloe foi condenada por transar com uma adolescente de 17 anos quando ela tinha 18, e por isso ela tem de avisar a famílias com filhos menores de idade de sua presença. June fica surpresa com isso, e é única. A grande virtude do episódio é mostrar que o moralismo apatetado de June não merece mais do que apenas tolerância e é essa, crianças, a grande lição que podemos extrair de The Scarlet Neighbor: Desde que não seja com menores de idade (e, convenhamos, sem consentimento), vale tudo.
Cenas do próximo episódio? A não ser que eles tragam de volta o James Van Der Beek que reaprendi a amar, desisto dessa porra.
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